2.8.11

As coisas só na aparência têm limites

As coisas só na aparência têm limites
e cada uma é uma rede inextricável
e silenciosamente vertiginosa

mas nós temos necessidade de limites
e procuramos pela palavra e pelos gestos
rodeá-las de vagarosos contornos
para que se harmonizem com as nossas coordenadas

Todas as coisas estão presas embora se movam
obstinadamente no seu interior
e desejem encontrar uma saída
como se quisessem ser repatriadas
ou encontrar o seu próprio horizonte

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fotografia e selecção de poemas de João Silva