15.7.08

Trago na palma da mão a luz diurna

Trago na palma da mão a luz diurna: e a ferida no flanco.
O meu deus, o meu demónio, respira fundo e alto. Ela,
a minha múltipla companheira, é uma coluna silênciosa e
ardente. A luz sela esta aliança entre o sopro e a matéria
e uma voz se eleva nos barcos do silêncio.

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fotografia e selecção de poemas de João Silva